quarta-feira, 17 de junho de 2020

Jogos na Educação


Os jogos e brincadeiras fazem parte da vida de crianças, adultos, instituições como clubes, escolas e empresas. Além de divertir e entreter, os jogos estimulam a curiosidade, a percepção, a concentração, a atenção e o cumprimento de regras. Também desenvolvem o raciocínio lógico, a criatividade, a capacidade de resolver problemas e a interação social.

O jogo é um excelente recurso para o processo de ensino/aprendizagem e pode ser utilizado em diversas situações como na introdução, fixação ou aprofundamento de conteúdos diversos.

O potencial dos jogos na educação é tão grande e diversificado que a Gamificação (uso de recursos de jogos em outros contextos) é uma das metodologias mais utilizadas das chamadas Metodologias Ativas.

Na Matemática, um dos principais motivos apontados para o uso dos jogos é a diminuição do bloqueio e do temor desta disciplina. É fato que os jogadores se soltam mais no jogo, perdem o medo de errar, sentem-se empolgados e gradativamente sente-se seguros e autoconfiantes com esta metodologia.

É claro que o papel do pedagogo e professor ao adotarem esta metodologia é fundamental para o sucesso dela. Cabe a eles escolher com muito cuidado e critério os jogos utilizados. Segundo Camila Lima Azevedo, deve-se:

  • Escolher jogos em que o fator sorte não interfira nas jogadas, permitindo que vença aquele que descobrir as melhores estratégias;
  • Não tornar o jogo algo obrigatório;
  • Utilizar atividades que envolvam dois ou mais alunos, para oportunizar a interação social;
  • Estabelecer regras, que podem ou não ser modificadas no decorrer de uma rodada;
  • Estudar o jogo antes de aplicá-lo (o que só é possível, jogando);
  • Trabalhar a frustração pela derrota na criança, no sentido de minimizá-la;

Considerações

Não existe jogo certo ou errado e sim adequado aos objetivos pedagógicos definidos previamente pelo professor e ao perfil da turma. Se julgar necessário, o professor pode (e deve) criar seus próprios jogos.

Muitos dos jogos existentes não foram criados originalmente para serem jogados com o objetivo didático, contudo ainda podem ser utilizados em sala de aula. Cabe ao professor fazer adaptações e intervir quando preciso fazendo a transposição didática.

Como exemplo cito a Torre de Hanói que é um quebra cabeça que muitos professores utilizam para trabalhar potência. Outro exemplo é o jogo de trilhas em que é preciso lançar dado(s) para movimentar. Neste caso, o professor pode solicitar aos alunos para calcular a probabilidade deles tirarem um valor favorável para cair em uma casinha boa.

Há um leque enorme de tipos de jogos: estratégia, geométrico, palavras, lógica, Quiz, paciência, quebra cabeça, trivia, de tabuleiros, online, etc.

 

Dicas e Sugestões

Eu particularmente gosto muito de jogos e por este motivo leio muito a respeito seja artigos científicos, monografias, TCC e também livros de diversos autores.

No meu smartphone tenho os seguintes jogos: UNO, Palavras Conectadas, 2048, Palavras Cruzadas, Sudoku e Tetris.

Online, indico os sites Racha Cuca, Escola Games, Jogos 360 e HVirtua.

É claro que não abriria mão do bom e velho livro físico. As indicações são de livros que eu já li e uso muito para tirar desafios e problemas para meus alunos:

  • Desafios e Enigmas (Juliano Niederauer e Marla Fernanda): O objetivo do livro é desenvolver o raciocínio do leitor e para isto apresenta diversos desafios, testes, charadas e enigmas. Excelente para quem quer aprimorar a interpretação e resolução de problemas;
  • Esporte para o Cérebro (Charles Phillips): Composto de 100 desafios para estimular o raciocínio, este livro aborda os problemas com quebra cabeças relacionados a esportes. Com certeza é muito diferente de tudo que você já viu e muito instigante também;
  • Incríveis Passatempos Matemáticos (Ian Stewart): O livro traz uma série de passatempos, histórias e desafios para o leitor. Tem também teoremas, pérolas matemática entre outros;
  • Matemática Divertida e Curiosa (Malba Tahan): Este livro é do mesmo autor do famoso Homem que Calculava. Apesar de menos conhecido, é um excelente livro que reúne recreações e curiosidades matemáticas de uma forma bem lúdica, acabando com o mito de que matemática e diversão não andam juntas.

 Quer saber mais?

Gamificação

Importânciados jogos

Para você:

Criar seus próprios Quiz: Kahoot!, Socrative.

Criar cruzadinhas: Herokuapp, Vogais.com.

Jogar online: Coquetel, Torre de Hanói, Racha Cuca.


Tem alguma crítica, sugestão de tema ou questões e exercícios para serem resolvidos? Envie um e-mail para: matematicanapontadolapis2020@gmail.com

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