Disponível em: https://www.daexe.com.br/2019/11/23/o-que-e-design-thinking-e-como-aplicar/. Acesso em 16 Ago 2020.
A conversa anterior abordou o conceito de Aprendizagem Baseada em Problemas e Aprendizagem Baseada em Projetos. A conversa de hoje será sobre Design Thinking e Ensino por Investigação.
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Design Thinking
Apesar de muitos chamarem o Design Thinking de metodologia os especialistas da área discordam e o conceituam como uma “maneira de pensar”, uma abordagem. Segundo eles, metodologia passa uma ideia de passos ou fórmulas a serem seguidos e que são aplicados do mesmo modo em qualquer situação.
Essa abordagem busca solucionar um problema de forma colaborativa e coletiva. Uma tradução ao pé da letra do termo Design Thinking é “ pensamento do designer”.
Tim Brown, CEO da empresa americana Ideo, foi o responsável pela popularização do termo Design Thinking. Segundo ele todos deveriam pensar como designers pois assim atingiriam um nível de inovação radical. Mas como pensa um designer?
O designer deve estudar o cenário geral, fazer protótipos, testar, propor alternativas e implementar as soluções. A equipe multidisciplinar envolvida nessa abordagem faz uma imersão com o objetivo de ter uma visão mais completa da solução do problema apresentado, identificando empecilhos e propondo alternativas viáveis para transpô-los.
Design Thinking na educação
De uma maneira simples o Design Thinking na educação nada mais é do que estimular, incentivar, promover a cultura do pensamento crítico e criativo cujo foco é a busca colaborativa e empática pela solução de um problema.
A cultura do pensamento possibilita o desenvolvimento do conhecimento, da cooperação, do senso de coletividade, da comunicação, do protagonismo e do pensamento crítico e criativo.
Não há maneira certa de implementar o Design Thinking e sim etapas, conforme figura a seguir:
Disponível em: https://evolvemvp.com/o-que-e-design-thinking-conceito-e-metodologia/. Acesso em 16 Ago 2020.
Assista o iídeo sobre as etapas do Design Thinking: https://www.youtube.com/watch?v=_r0VX-aU_T8&t=33s
Todo processo tem vantagens e desvantagens e com o Design Thinking não é diferente. A seguir estão elencadas algumas:
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Vantagens É uma abordagem prática e funcional; Tirar os envolvidos da zona de conforto; A dinâmica diferente e significativa motiva o engajamento do aluno com o conhecimento; A pesquisa passa a estar presente na sala de aula, quebrando o paradigma do aluno repetidor de conteúdo; Valoriza a inovação e o pensar “fora da caixa”; Os alunos são os protagonistas no processo. |
Desvantagens Dificuldade de implementação devido à falta de exemplo aplicado à educação; Dificuldade em avaliar uma vez que o processo é muito aberto; Alunos introvertidos ou individualistas não se adaptam bem; A abordagem tem que passar a fazer parte da cultura da escola, sendo necessário investimento financeiro e de tempo para formação. |
Ensino por Investigação
Não é novidade para ninguém que um dos fatores determinantes para a aprendizagem é a motivação e ela vem de dentro para fora: é o chamado fator endógeno. Cabe a escola e ao professor proporcionar um ambiente cujos metodologia, recursos e interações motivem os alunos a aprender.
O Ensino por Investigação é um caminho a ser trilhado nessa perspectiva, pois permiti que o aluno seja o protagonista durante todo o processo de aprendizagem a partir de uma situação-problema.
A ideia de utilizar o Ensino por Investigação como metodologia foi de John Dewey no início do século XX. Para ele, a ciência se forma como método de observação, reflexão e verificação, o que permite questionar e debater as verdades vigentes.
Ele defende que as principais etapas do método científico são a indução, a dedução, a lógica matemática e o empirismo e consiste em:
- Definir um problema;
- Sugerir uma sugestão;
- Desenvolver e aplicar um teste experimental;
- Formular uma conclusão.
Curiosamente as ideias de Dewey não foram adotadas pelo sistema educacional dos EUA pois fazia frente ao modelo de economia americano.
Somente a partir de meados do século XX suas ideias ganham força junto com as proposições do educador Joseph Schwab que afirmava que ciência é formada por estruturar conceituais e procedimentais e que é importante que os alunos entendam a natureza da investigação científica como uma atividade dinâmica e contínua.
Azevedo (2004) destaca que “utilizar atividades investigativas como ponto de partida para desenvolver a compreensão de conceitos é uma forma de levar o aluno a participar de seu processo de aprendizagem, sair de uma postura passiva e começar a perceber e agir sobre o seu objeto de estudo, relacionando o objeto com acontecimentos e buscando as causas dessa relação, procurando, portanto, uma explicação causal para o resultado de suas ações e/ou interações”.
Carvalho (2014) propõe 4 possibilidades para trabalhar com o Ensino por Investigação: Demonstração Investigativa, Laboratório Aberto, Questão Aberta e Problema Aberto. Na figura a seguir, essas abordagens estão esquematizadas.
Essa metodologia tem ganhado espaço nas escolas públicas e privadas de ensino básico através de feiras de ciências e conhecimento. As feiras são excelentes espaços para a divulgação científica, apesar de não serem as únicas formas.
Pereira (2000) entende que os objetivos das feiras de ciências vão muito mais além da “formação de pequenos cientistas” e de uma simples apresentação. Para ele, os objetivos são:
- Incentivar a atividade científica;
- Favorecer a realização de ações interdisciplinares;
- Estimular o planejamento e execução de projetos;
- Estimular o aluno na busca e conclusão a partir de resultados obtidos por experimentação;
- Desenvolver a capacidade do aluno na elaboração de critérios para a compreensão de fenômenos ou fatos cotidianos, empíricos ou científicos;
- Proporcionar ao aluno expositor uma experiência significativa no campo sócio-científico de difusão do conhecimento.
Mesmo que a ideia de uma escola não seja realizar uma feira “tradicional” com stands e barriquinhas de apresentação é possível adotar o Ensino por Investigação.
O Ensino por Investigação aproxima os conhecimentos científicos dos conhecimentos escolares quebrando com a ideia de um currículo separado e estruturado por componente curricular, cada um na sua “caixinha”. Permite ao aluno uma liberdade intelectual.
De uma forma ampla, o Ensino por Investigação leva os alunos a ter uma compreensão da importância da comunidade científica e como se dá o processo de construção do conhecimento científico.
Para saber mais:
https://endeavor.org.br/tecnologia/design-thinking-inovacao/
Observatório CER:Design Thinking na educação
https://evolvemvp.com/o-que-e-design-thinking-conceito-e-metodologia/
https://www.geekie.com.br/blog/design-thinking-na-educacao-para-tornar-o-pensamento-visivel/
https://escolasdisruptivas.com.br/escolas-do-seculo-xxi/design-thinking-na-educacao/
https://novaescola.org.br/conteudo/12457/design-thinking-o-que-e-e-como-usar-em-sala-de-aula
https://www.dtparaeducadores.org.br/site/
O uso do ensino por investigação como ferramenta didático-pedagógica no ensino de física.
Sequência de ensino por investigação: uma proposta para o processo de alfabetização.
5 dicas para utilizar o ensino por investigação.
Os livros a seguir são leitura obrigatória para quem quer saber mais sobre Design Thinking e Ensino por investigação.
O livro Educação científica e cidadania está disponível para download gratuito.










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